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A comitiva nacional aos Jogos Olimpícos de Pequim 2008 já tem assegurada a presença de 61 atletas em 14 modalidades diferentes.
Fique com a lista de modalidades e atletas já qualificados a 19 de Maio de 2005.
ATLETAS QUALIFICADOS
ATLETISMO
Jéssica Augusto (5000 metros)
Ana Dias, Inês Monteiro, Leonor Carneiro e Marisa Barros (Maratona)
Sara Moreira (3000m obstáculos)
Elisabete Ansel e Sandra Tavares (Vara)
Naide Gomes (Salto em Comprimento)
Vânia Silva (Martelo)
Sílvia Cruz (Dardo)
Ana Cabecinha, Inês Henriques, Susana Feitor e Vera Santos (20 km Marcha)
Francis Obikwelu (100 e 200 metros)
Arnaldo Abrantes (200 metros)
Paulo Gomes e Hélder Ornelas (Maratona)
Edivaldo Monteiro (400m. barreiras)
Nélson Évora (Triplo Salto)
Marco Fortes (Peso)
João Vieira (20 km e 50 km Marcha)
Sérgio Vieira (20 km Marcha)
António Pereira e Augusto Cardoso (50 km Marcha)
BADMINTON
Ana Moura (Singulares Feminino)
Marco Vasconcelos (Singulares Masculino)
CANOAGEM
Emanuel Silva (K1 1000)
CICLISMO *
3 atletas a nomear (Estrada)
1 atleta a nomear (Contra-relógio individual)
ESGRIMA
Débora Nogueira (Florete)
Joaquim Videira (Espada)
JUDO *
Ana Hormigo (-48 kg)
Telma Monteiro (-52 kg)
Pedro Dias (-66 kg)
João Pina (-73 kg)
João Neto (-81 kg)
NATAÇÃO
Tiago Venâncio (100m e 200m Livres)
Diogo Carvalho (200m Estilos)
Fernando Costa (1500m Livres)
Diana Gomes (100m e 200m Bruços)
Carlos Almeida (200m Bruços)
Sara Oliveira (100m e 200m Mariposa)
Pedro Oliveira (200m Costas e 200m Mariposa)
Simão Morgado (100m Mariposa)
TAEKWONDO *
Pedro Póvoa (-58 kg)
TÉNIS DE MESA
João Pedro Monteiro (Singulares)
Marcos Freitas (Singulares)
Tiago Apolónia (Singulares)
TIRO *
João Costa (Pistola Livre)
TIRO COM ARMAS DE CAÇA *
Manuel Vieira da Silva (Trap – Fosso Olímpico)
TRAMPOLINS *
Ana Rente (Feminino)
Diogo Ganchinho (Masculino)
TRIATLO
Vanessa Fernandes (Feminino)
VELA *
Afonso Domingos e Bernardo Santos (Star)
Álvaro Marinho e Miguel Nunes (470)
Jorge Lima e Francisco Andrade (49er)
Gustavo Lima (Laser)
João Rodrigues (Prancha RS:X)
A Opus Gay Deseja aos nossos participantes o maior sucesso e muitas medalhas !
SAUDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO OPUS GAY AO XVI CONGRESSO NACIONAL DA JUVENTUDE SOCIALISTA
Caros companheiros,
Vimos por este meio, e na impossibilidade de nos deslocarmos ao Porto, saudarmos XVI congresso Nacional da JS,desejando simultaneamente o maior sucesso nos trabalhos.
Em tempos de crise, em que a juventude é um dos grupos sociais mais atingido, é muito importante que a JS apresente aos jovens e à sociedade novas linhas de rumo, novas esperanças, e novas estratégias,para o nosso país enfrentar este fenómeno da globalização desregulada, com que nos estamos todos a debater.
Neste contexto, e como sempre, os grupos minoritários são os mais atacados,até porque Ja são social e economicamente desfavorecidos.
Percebemos quanto é difícil passar uma mensagem de solidariedade,e contra as discriminações num momento em que as pessoas, ou se fecham num egoísmo radical, ou então, somos confrontados com outros discursos, ditos progressistas, mas que são a apologia do pensamento único, ou do discurso único ,como remédio para aos nossos males.
A oportunidade exclusiva da JS, aqui, poder levantar bandeiras contra as exclusões varias, que perpassam a sociedade portuguesa é uma grande responsabilidade.
No campo das minorias sexuais temos acompanhado o vosso trabalho ,pelo que vem a publico,e pensamos que são muitos boas as iniciativas anunciadas pelo PS/JS no âmbito do alargamento das uniões de facto ao regime da herança, que vai beneficiar mais de um quarto da população do país,maioritariamente jovens, que vivem já nessa situação, sejam heteros ou homos.É uma medida que há muito a Opus Gay vinha sugerindo, facilmente compreendida pela opinião publica,e sendo tão abrangente nao levantará grandes obstáculos
.
Igualmente de louvar as iniciativas para facilitar a vida da população transssexual, no sentido de facilitar a mudança de nome, uma vez realizadas as operações de mudança de sexo.
Muito importantes as iniciativas tomadas no âmbito do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Pensamos que a discussão nao pode cingir-se à área de Lisboa e Porto,e tem de ser levada para todo o país, para que a população deixe de confundir o casamento civil , com o casamento da Igreja, que se mantêm no imaginário conservador Português.
Necessárias por isso , campanhas de informação neste âmbito, e travar de forma consequente a luta contra a homofobia, preconceito e discriminações, que tantos sofrimentos provocam às pessoas, ,sendo socialmente nocivo, e tambem já economicamente pouco rentável para as empresas.
Terminamos dizendo que a Opus Gay, a única Associacao deste âmbito das minorias sexuais , politicamente independente, e que sobrevive desde 1998, sem quaisquer apoios, está sempre disponível para o dialogo com a JS, e com as suas bases,pois pensamos que as melhores soluções para o pais, neste momento, passam por estes caminhos de dialogo ,de compreensão mutua, e de solidariedade.
Renovamos os nossos votos de sucesso, e bom trabalho no futuro,e saudamos desde já, os novos dirigentes que vão sair do congresso,assim como os que abandonam os antigos cargos.
Saudações lgbt ,e paritárias pela igualdade,
Antonio Serzedelo -Presidente
Raquel Reis-Vice Presidente
Comunicado
A Associacao Opus Gay congratula-se com as noticias de que o P.S pretende na próxima legislatura alargar as uniões de facto ao estatuto da herança.
há muito tempo que a Opus Gay vem reivindicando essa necessidade, que interessa tanto a uma enorme maioria de população heterossexual ,pois neste momento um quarto das famílias portuguesas heteros Ja vivem em união de facto,como igualmente e por extensa, aos casais homossexuais vivendo há longo tempo nesta situação.É uma medida anti -discriminação, útil em tempos de crise, para muitos casais que vêm assim, mais solidificada e legitimada a sua relação afectiva.Esta é uma medida que será facilmente entendida pela opinião publica .
Tambem nos congratulamos com as noticias vindas a publico sobre uma próxima discursas no parlamento sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo,e que particularmente a iniciativa parta da JS,para evitar tendências crescentes no movimento homossexual para impor o discurso único e a legitimação de uma só linha de ideias,em detrimento, e com exclusão absoluta de todas as outras.
A criação de um novo estatuto a meio caminho entre o casamento e a união de facto: a chamada união civil registada, à imagem e semelhança, por exemplo, do que acontece em Inglaterra,poderá vir a ser útil como meio de plataformizar na opinião publica mais conservadora a luta pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, como sugeriu recentemente a Dr.ªa Manuela Ferreira Leite, sem que entretanto devemos abandonar a luta, no âmbito da luta de igualdade de direitos ,e contra a discriminação,pelo chamado casamento gay .
Saudações Lgbt .
Antonio Serzedelo-Presidente da Opus Gay
Raquel Reis-vice Presidente
Lésbicas e saúde: alguns recursos
Inquérito realizado pela associação inglesa Stonewall - Equality & Justice for Lesbians, Gay Men and Bisexuals, sobre as necessidades e experiências relacionadas com a saúde, das mulheres lésbicas e bissexuais.
Prescription for Change: Lesbian and Bisexual women's health check 2008
Campanha de promoção da saúde das lésbicas e bissexuais, realizada pela Federación Estatal de Lesbianas, Gays, Transexuales y Bisexuales (FELGTB). Esta campanha foca três aspectos que influenciam a relação das lésbicas e bissexuais com os ginecologistas: crença das lésbicas de que não necessitam de ir ao ginecologista porque não têm relações sexuais com homens; ocultar que têm relações sexuais com mulheres por medo das reacções lesbofóbicas; e o desconhecimento das médicas e dos médicos da realidade das suas pacientes.
Una lesbiana o bisexual que se quiere y se cuida
LOS - Organisation Suisse des Lesbiennes divulga dois folhetos:
· Questões específicas das lésbicas na consulta ginecológica - La consultation gynécologique
· Riscos específicos das lésbicas e mulheres bissexuais de cancro do colo do útero e cancro do seio - Les lesbiennes et les femmes bisexuelles sont-elles plus exposées au cancer du sein et du col de l'utérus?
Um homossexual italiano ganhou um processo em tribunal e uma indemnização depois de ter sido forçado a fazer o exame de condução uma segunda vez, pela sua orientação sexual
Danilo Giuffrida, agora com 26 anos, disse que era homossexual durante a inspecção médica para o serviço militar e os seus problemas começaram logo aí. Mas o pior foi que essa informação passou à autoridade dos transportes italiana, e a sua carta de condução foi suspensa. Após ser obrigado a repetir o exame de condução devido ao seu 'distúrbio de identidade sexual', Danilo recebeu uma licença para apenas um ano, em vez dos habituais 10 anos de validade.
Seguiu-se um longo procsso judicial, mas um tribunal siciliano decidiu que os direitos constitucionais do italiano foram quebrados e que a homossexualidade não pode ser considerada uma «doença mental».
Agradado com a sentença, Danilo Giuffrida acha que pode abrir um precedente para outras vítimas de descriminação.
EC com agências
Poderia ter sido «apenas» a primeira entrevista televisiva de Manuela Ferreira Leite desde que foi eleita presidente do PSD. Contudo, na entrevista de terça-feira à noite à TVI, conduzida pela jornalista Constança Cunha e Sá, a nova líder «laranja» proferiu algumas declarações bastante mercantes, as quais, por seu turno, geraram críticas bastante acesas. “ADMITO QUE ESTEJA A FAZER UMA DISCRIMINAÇÃO”
Um dos pontos mais «quentes» da entrevista foi, sem dúvida alguma, aquele em que a ex.-ministra das Finanças e da Educação foi questionada a propósito do casamento entre homossexuais, um tema que, aliás, esteve em voga durante a campanha para a presidência do PSD.
Neste particular, as palavras de Ferreira Leite não deixam margem para muitas dúvidas: “Eu não sou suficientemente retrógrada para ser contra as ligações homossexuais, aceito-as, são opções de cada um, é um problema de liberdade individual sobre o qual não me pronuncio. Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente”.
“Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, de regalias e até de medidas fiscais no sentido de promover a família como algo que tem por objectivo a procriação. É uma realidade. Chame-lhe o que quiser, não chame é o mesmo nome. Uma coisa é casamento, outra coisa é qualquer outra coisa”, acrescentou ainda a presidente social-democrata.
“DECLARAÇÕES LAMENTÁVEIS”
“Com estas palavras, Manuela Ferreira Leite revela um profundo desconhecimento da realidade, já que a grande diferença entre os casais heterosexuais e os casais homossexuais está na ausência de alguns direitos e na discriminação (em especial, na questão das heranças) a que estes últimos estão sujeitos”, afirmou, ao NM, Rita Paulos, da rede ex aequo (associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes).
Adjectivando de “lamentáveis” as palavras da líder do PSD, Rita Paulos defendeu também: “Não se compreende que tenha dito que o casal e a família são apenas para procriar. Se assim fosse, os casais inférteis não poderiam casar-se”. Por outro lado, “Manuela Ferreira Leite esquece-se que, em unidades familiares com pessoas do mesmo sexo, também há crianças, seja através de adopções no estrangeiro, de relações heterossexuais ou até mesmo de inseminação artificial (apesar de estar estar vedada às lésbicas em Portugal)”, frisou, afirmando em seguida: “É exactamente por reconhecer que existem modelos diferentes da família tradicional que, actualmente, o Governo concede apoios às famílias mono parentais”.
“Ela está a querer dizer que as relações homossexuais têm menos valor do que as relações heterossexuais”, criticou ainda a porta-voz da ex aequo, sublinhando que “uma possível candidata a primeira-ministra não deve fazer este tipo de juízos de valor, já que não se pode fazer uma qualificação do amor”. “Esta lógica e tipo de argumentação é típica do pensamento da Igreja Católica sobre o casamento religioso, mesmo que estejamos num Estado laico”, acusou igualmente Rita Paulos.
“CASAMENTO EM IGUALDADE”
Também António Serzedelo, presidente da associação Opus Gay, comentou, ao NM, as afirmações de Ferreira Leite, tendo-as considerado como “assentes na doutrina tradicional da Igreja, a qual defende o casal monogâmico e o acto sexual apenas para procriar”. “O casamento não tem que ser apenas procriativo, caso contrário, os casais inférteis não poderiam casar”, acrescentou ainda, frisando que “existe uma diferença entre o matrimónio e o casamento” e que “as pessoas não se casam só para ter filhos, mas porque amam o seu parceiro”.
Nesse sentido, o presidente da Opus Gay foi peremptório em defender: “Queremos um casamento em plano de igualdade com os heterosexuais”. Ainda assim, António Serzedelo consegue ver um ponto positivo na entrevista de Ferreira Leite à TVI: “Apesar de tudo, há um progresso na abordagem da questão, já que, há 10 anos, esta questão nem sequer era falada no PSD. Creio que para isso muito contribuiu o discurso de Passos Coelho durante a campanha para as directas (ndr: no qual o ex-líder da JSP propôs um contrato civil para legitimar legalmente as ligações entre pessoas do mesmo sexo, mesmo sem usar o termo «casamento»)”. “Como tal, já que começa a existir uma certa abertura dentro do PSD, temos que aproveitar isso e discutir este tema com o partido e com todas as forças políticas, de molde a chegarmos a todos os quadrantes da sociedade e da vida política”, disse o presidente da Opus Gay.
INCONSTITUCIONALIDADE?
Se olharmos para a Constituição da República Portuguesa, designadamente para o artigo 13., encontramos o seguinte texto: “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”
Todavia, na terça-feira à noite, Manuela Ferreira Leite afirmou abertamente: “Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, de regalias e até de medidas fiscais no sentido de promover a família”.
“Ao afirmar isso, Manuela Ferreira Leite está a fazer uma discriminação anti-constitucional”, lamentou António Serzedelo, lembrando que, por norma, “se opta por uma discriminação positiva, mas, neste caso, ela propõe uma discriminação negativa”.
Defendendo igualmente que as palavras da presidente do PSD não respeitam o artigo 13. da Constituição, Rita Paulos também frisa que, “quando se fala em situações diferentes, é para fazer uma discriminação positiva, não negativa”.
* Com Lusa
Mail enviado para o PSD, por Sara Martinho, líder da rede ex aequo , e próxima do BÊ, mentora do blogue Cacaocino, com o seguinte seguinte texto:
Venho demonstrar o meu profundo desagrado para com as declarações da actual líder do PSD com respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. As intervenções de Manuela Ferreira Leite não só roçaram o insulto, como também o ridículo. Discriminar.
Saudamos a UGT pela brilhante presença no Pride 2008 !
A Nova Geração da Opus Gay
no Pride 2008 - Lisboa
Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia,
Opus Gay almoça com estruturas nacionais da Juventude Social Democrata
A Opus Gay saúda hoje o Dia Internacional contra a Homofobia que ja se começa a comemorar um pouco por todo o mundo. Num mundo em que a homofobia, lesbofobia, transfobia ainda matam e levam à prisão muita gente ,por razoes da sua orientação sexual ou das suas questões de género.
A Opus Gay aproveita para saudar todas as suas congéneres implicadas nesta luta, e organizações e pessoas suas aliadas, e especialmente a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que no meio de tantas dificuldades tem levado a cabo um interessante trabalho neste campo, e que hoje realiza em Lisboa, com a Ilga Portugal e a APF uma sessão em Lisboa.
A Opus Gay aproveita o este Dia para se juntar num almoço informal , no norte do Concelho de Leiria. Ansião, num encontro nacional de estruturas da Juventude Nacional Democrata, a convite de alguns dirigentes, para as ir sensibilizar para as questões da homofobia e do casamento civil entre pessoa do mesmo sexo .
Saudações lgbt e paritárias
Opus Gay
Opus Gay - Manifesto
13 Maio 1974 - 13 Maio 2008
MANIFESTO
CIDADÃOS,HETEROS E HOMOS DE PORTUGAL !
A Opus Gay entende que é chegado o momento de se dirigir solidariamente a todas e todos Homens e Mulheres de Portugal , independentemente do credo, partido,sexo, etnia, idade , (d)eficiencia, ou orientação sexual, para lhes falar das discriminações que se sofrem no nosso país .
Dirigimo-nos a todos, porque a luta que travamos, nao é já uma luta, só dos gays e das lésbicas, ou uma luta de ditas minorias, é antes uma luta de todos,e para todos, porque é uma luta por Direitos Humanos, porque é uma luta pela Democracia , em Portugal. .
Uma luta para acabar com o esmagamento e intolerância que sofrem ,entre nós , deficientes, mulheres, idosos, diversas etnias, religiões, emigrantes, e especificamente , as minorias sexuais devido à sua orientação sexual, , por toda a parte,como recentemente todos tivemos oportunidade de conhecer ,com os tristes acontecimentos de Viseu .
Assim, entendemos como agenda minima consensual entre nós, que são prioritarias,urgentes e centrais, neste momento, campanhas governamentais contra as discriminações, aliás de acordo com o programa de Governo Socialista , utilizando o mainstreaming ,como recomenda a União Europeia, a todos os niveis das politicas sociais, campanhas e politicas que , e fazendo cumprir o artigo 13º da Constituiçao , campanhas que incluam também, explicitamente , a luta contra a homofobia, acompanhadas da criação de orgãos proprios, tanto a nivel local,”Escritórios /Gabinete/Loja, contra a Discriminação”, como a nível central ,”Agência Pela Diversidade”,Lei contra Comportamentos de Ódio , onde todos os cidadaos se possam dirigir , e rever, para obter reparos das ofensas de que são vitimas,por razões de discriminação.
A Exclusão Social e a negação da diversidade, questões que atravessam transversalmente a nossa sociedade, são causa de injustiças, sofrimentos, doenças, suicidios na gente jovem , rupturas sociais, derivas securitárias,surgimento de teorias fundamentalistas , e disfuncionamentos na produção, precisando de uma visão de Futuro.
São novas portas a abrir, para o exercício da Cidadania, e barómetros da qualidade de vida, da riqueza do nosso pais, e da Democracia .Todos sao convidados para este exercicio, Cidadãos, ONG´s.Partidos, Sindicatos,Centrais Sindicais ,Poder Local , e o Governo Central ,como o mais alto responsável
Obviamente que nao esquecemos a promessa governamental do Programa de Governo ,de nos colocar a par de todas as politicas da uniao europeia de âmbito anti-discriminatório, e dos paises avançados do Norte da Europa, e recordamos que a legislação em vigor sobre as uniões de facto é inoperante, servindo aos Governos sucessivos para descansar a sua consciência, remetendo continuamente os cidadãos heteros e homos para tal texto .Propomos o alargameno do registo , qeu pode ser voluntário e alargamento do âmbito da lei das Unioes de Facto, para heteros e para homos
E, de acordo com o artigo 13º da Constituição, que nao autoriza nenhuma forma de discriminaçao , iniciar-se a discussão, a todos os niveis , sobre as Novas Familias, como já vêm propondo sectores da Juventude Social Democrata, Juventude Socialista, PCP,Verdes e Bloco de Esquerda ou seja, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, com o desmantelamento paulatino da legislação impeditiva, e depois a adopção que lhe é correlativa ,uma área onde reina grande desconhecimento,e ainda muito preconceito .
Recordamos que promover a diversidade, significa valorizá-la como vantagem competitiva, como condição para o desenvolvimento pleno de uma organização, ou de um País, neste caso do nosso país, e é uma vantagem, e não um problema, como na nossa cultura alguns virados para o passado, e sem entenderem a globalização, gostam de encará-la.
Defender a diversidade já existente , consegue-se destruindo os mecanismos que nos afastam dos talentos,para construir talentos, investir nos talentos, muitos jovens talentos , investir nesta riqueza , que hoje desperdiçamos de forma vergonhosa. . Dentro desta lógica de intervenção estratégica e que busca resultados efectivos, é preciso priorizar aquelas situações que mais dificultam atingirmos um grau de diversidade desejável, como nos recomendam as politicas europeias, utilizando o mainstreaming a todos os niveis, na nossasociedade,nas nossas politicas , nas nosssas escolas, e no nosso país .
Todos reconhecem que Portugal está em crise.Há uma crise das lideranças, ha´uma crise economica, crise na produçao, há uma grave crise no ensino, na saúde e na justiça, sem referir que cada vez há mais exclusão social ,em grande parte consequencia disso,pois em momentos de crise procuram-se bodes espiatórios,e as minorias fragilizadas sao as mais faceis de atacar.
Defender os Direitos Humanos nao tem custos económicos. Mas ignora-los, traz graves custos sociais,com muitos mais custos económicos . Nao pode haver uma crise na defesa dos Direitos Humanos em Portugal .
OPUS GAY
MANIFESTO
«RUMOS NOVOS-GRUPO HOMOSSEXUAL CATÓLICO»
À IGREJA CATÓLICA PORTUGUESA E
AOS GRUPOS E ASSOCIAÇÕES GLBT
«RUMOS NOVOS», GRUPO HOMOSSEXUAL CATÓLICO, DESEJA MANIFESTAR OS SEGUINTES PRINCÍPIOS NA SUA DEFESA PELOS DIREITOS DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS CATÓLICAS:
1.- Pedimos à Igreja Católica uma linguagem que não seja condenatória da nossa realidade homossexual. Procuramos um diálogo e abertura, de modo a encontrar uma linguagem adequada, que respeite e integre a nossa vivência homossexual de forma normalizada, aceite e querida.
2.- É necessária uma reformulação da teologia e antropologia cristãs. Afirmamos a nossa identidade homossexual como tendo sido criada e querida por Deus. Há que alterar posicionamentos filosóficos como o conceito de Contra Natura e o próprio conceito de Pessoa. A Pessoa não pode viver dividida entre o que É e o que FAZ. Não se pode não condenar as pessoas homossexuais e condenar a prática da sua realidade.
3.- Afirmamos o amor homossexual como expressão do autêntico amor humano, que realiza e faz felizes as pessoas. O amor entre duas pessoas do mesmo sexo, não é despersonalizante, nem um desvio ou imaturidade afectiva. Defendemos o casamento homossexual como manifestação de um sacramento do amor de Deus pela humanidade.
4.- Acreditamos que é urgente uma reforma da Igreja Católica, para que esta possa levar a mensagem libertadora de Cristo a todos os seres humanos.
5.- Declaramos a igualdade fundamental e a mesma dignidade de homens e mulheres; igualdade que se reflicta na mesma igualdade de oportunidades para aceder aos mesmos órgãos de decisão e ministérios da Igreja. Acreditamos que é necessário o acesso da mulher ao ministério ordenado do sacerdócio.
6.- Manifestamos a necessidade da opção preferencial pelos pobres, marginalizados ou excluídos da sociedade. Uma igreja livre de privilégios e poder, na qual a sua única riqueza seja a luta pelos direitos humanos e a sua atenção aos excluídos sociais.
7.- O amor a Deus e aos seres humanos é inseparável, e através dele, propomos à Igreja Católica que não fomente a homofobia no ensino da sua doutrina na escola, catequese, homilias, documentos, etc.
8.- Manifestamos aos grupos e associações LGTB a necessidade de uma maior aceitação e compreensão da realidade católica/ cristã, dentro do movimento LGTB. Aceitação que implica a não discriminação devido à crença religiosa; a não suspeita pelas actividades e manifestações de fé; a co-responsabilidade mútua na defesa da dignidade dos homossexuais e a compreensão da diversidade na forma de viver da realidade LGTB, evitando assim preconceitos e suspeições.
RUMOS NOVOS - Grupo Homossexual Católico
Évora, Portugal
Tm +351 96 332 96 07
Email rumosnovos.ghc@gmail.com | Website http://rumosnovos.no.sapo.pt
18 de Abril de 2008,
a 7ª vara do tribunal da Boa-Hora em Lisboa, condenou os dois criminosos que há um ano atrás se dedicavam a assaltar transsexuais, travestis e prostitutas na noite Lisboeta.
Os dois assaltantes, altamente violentos, foram condenados pelos crimes de sequestro, roubo e agressão qualificadas, sendo um condenado a 6 anos de prisão efectiva, e o outro a 5 anos e 6 meses, condenados também a pagar indemnização há unica testemunha e vitima presente ao longo do julgamento. O Juiz que presidiu o colectivo, chamou a atenção dos arguidos para o facto de procurarem 'pessoas mais vulneraveis e desprotegidas' da sociedade que eles agrediam com muita brutalidade e malvadez, deixando algumas das vitimas totalmente sem roupa na rua. Salientou também que este tipo de crimes é inaceitável em pleno séc. XXI , condenando-os.
A denúncia partiu da Opus Gay há 1 ano atrás, enviada para jornais como o CM e D.N e foi graças a essa denuncia ,e hà coragem de uma das vitimas que apresentou queixa, que os criminosos foram perseguidos pela brigada anti-banditismo da PSP de Lisboa e foram presos e condenados hoje, e tudo com bastante rapidez. .
A Direcção ,
Opus Gay
Opus Gay fez 10 anos
Fundada por Antonio Serzedelo. Apesar da sua 1ª acção publica ter sido no dia 28 de Junho de 1997 em Lisboa, dia do Orgulho Gay. A Associação Opus Gay é uma organização cívica de carácter social criada para promover a solidariedade entre todos os membros da comunidade LGBT (gay, lésbica, bissexual e transgender) portuguesa, ultrapassando fronteiras políticas, geográficas, sociais ou etária a Opus Gay é apartidária e sem convição religiosa. Nunca teve apoios de gestão corrente de ninguém e ainda hoje paga a renda da sua própria sede.
Agradecemos a todos e a todas que ao longo destes anos nos ajudaram e apoiaram e colaboraram conosco nas mais diversas actividades e intervenções na defesa dos Direitos da Comunidade LGBT em Portugal, dentro e fora de Portugal.
A Festa da Opus Gay no 'Memorial Bar', correu da melhor forma possível. Estiveram presentes mais de 60 pessoas. A tod@s agradecemos a sua presença e muito particularmente aos artistas que tanto animaram o palco como à gerência do 'Memorial Bar', a atenção tida para com esta associação. O nosso muito obrigado!
A Direcção da Opus Gay - 20 de Março de 2008
POR ACTA DE REUNIÃO DA DIRECÇÃO REALIZADA COM VALTER FILIPE, OS ESTATUTOS DA OPUS GAY FORAM ALTERADOS PARA TORNAR OS OBJECTIVOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO EXTENSIVOS `AS QUESTÕES DE GÉNERO ."
Estima-se que 44 milhões de casais façam uso de PRESERVATIVOS como forma de planejamento familiar. No entanto, a porcentagem dos que utilizam o método diminuiu na última década. O número de PRESERVATIVOS usados a cada ano para evitar a gravidez no casamento é de 3 bilhões, 12% do total dos 24 bilhões de PRESERVATIVOS necessários, segundo informações do Population Reports - Population Information Program, The Johns Hopkins School of Public Health.
Quando a mulher depende financeira e/ou emocionalmente do marido, ela tem mais dificuldade de proteger sua saúde reprodutiva. Mesmo as esposas que sabem que seus maridos têm relações extraconjugais podem ter medo de sugerir o uso do PRESERVATIVO.
Para algumas, o medo da AIDS é menor do que o medo de sofrer represálias por sugerirem o uso da CAMISINHA. Muitas esposas temem, pois eles podem acusá-las de infidelidade, reagirem com violência ou mesmo abandoná-las.
Alguns homens e mulheres (sexualmente ativos ou não) acreditam que para evitar a AIDS o meio seria parar de ter relações sexuais ou, no caso dos não iniciados, adiar a primeira experiência.
Muitas esposas acreditam, mas não têm certeza absoluta, que participam de uma relação monogâmica. Nas relações duradouras, o pedido para usar a CAMISINHA poderia dar a idéia de desconfiança e não de preocupação com o bem-estar do outro.
Geralmente os casais usam PRESERVATIVOS no início da relação, mas passam para outro método anticoncepcional quando existe mais confiança e quando diminui a preocupação com as DST"s. É comum encontrar casais que usam PRESERVATIVOS durante os primeiros três meses da relação e desde que ambos apresentem teste negativo para o HIV, deixam de usá-lo.
No entanto, as pessoas precisam aprender a discutir o sexo de maneira direta. Apesar de alguns casais conversarem sobre sexo e tomarem juntos a decisão quanto ao uso do PRESERVATIVO.
Por Ethel Feldman In CRIASnoticias
Faculdade de Letras de Lisboa tem 1º Grupo Gay
Grupo LGBT da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
No estrangeiro há muitos anos, que é vulgar as faculdades e os departamentos terem grupos de estudantes e professores lgbt,gays,lesbicas, bissexuais e transsexuais. Em Portugal ,agora , surge um !
Em Montreal, Quebec, por exemplo,há muito mais de dez anos que há grupos organizados nas universidades, que zelam para que nao haja discriminação contra homos, promovem conferencias,colóquios e até cursos gratuitos , para todos .Na Europa também é vulgar.
Em Portugal, a formaç ã o d o grupo que aqui se anuncia, é um primeiro passo, numa faculdade , como a de Letras de Lisboa, onde sempre houve muita diversidade sexual , e muita tolerância,embora tudo se passasse sem “ser visto”, sem “ser ouvido” ,sem ser assumido,como é aliás , h á bito dos portugueses. Como se vê agora ,” a “tradição ” já não é o que era” ,e o país está a mudar ,particularmente junto das camadas jovens,mais conscientes e politizadas,dispostas a lutar pela cidadania, pela diversidade e pela igualdade .
Aqui fica a mensagem que recebemos deste novo grupo,que até utiliza a interessante expressão “queer”, demonstrativa de certa origem formativa :
“Somos um grupo de estudantes lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer e simpatizantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Pretendemos lutar contra a discriminação existente na nossa Faculdade criando espaços de debate e visibilidade e estamos também abertos a propostas de quem se quiser juntar a nós, seja ou não aluno da FLUL.
Se estás interessado em ter mais informações envia-nos um e-mail para letrasforadoarmario@gmail.com ”
Parabéns ! e boa sorte, deseja -vos a Opus Gay, nesta acção pioneira !
Activistas gay dizem que revelação vai contribuir para melhorar situação dos jovens homossexuais portugueses
Apresentadora da SIC assume homossexualidade
Solange F., de 31 anos, apresentadora do programa da SIC Radical 'Curto-Circuito', assumiu publicamente, no Expresso on-line, que é homossexual. "Sou lésbica, e então?", revela quem pretende, ao expor a sua orientação sexual, sair em defesa de raparigas lésbicas expulsas de casa pelos pais. A sua decisão, caso raro entre figuras públicas em Portugal, é encarada como um gesto de grande coragem entre os dirigentes de associações que lutam em defesa dos direitos dos homossexuais.
António Serzedelo, presidente da Opus Gay, confessa que 'é de se tirar o chapéu a esta mulher coragem'. As suas afirmações 'vêm romper com a pouca visibilidade que as lésbicas ainda possuem na sociedade portuguesa'.
Por sua vez, a dirigente da associação Tangas Lésbicas, Marita Ferreira, reconhece que as mulheres homossexuais não se expõem tanto como os homens, pelo que 'é muito positiva a atitude de Solange'. 'Por ser uma mulher bonita, vem também colocar em causa o preconceito de que as lésbicas são feias e gostam de mulheres porque os homens não as querem. É uma humilhação que nos tentam impor e que o rosto de Solange vem provar não ser verdade'.
Marita Ferreira sublinha que, por Solange F. apresentar um programa para jovens, as suas afirmações são mais relevantes. 'Fazer frente aos pais e família é sempre muito complicado, sobretudo numa fase da vida em que por serem menores não têm autonomia económica. Ao serem expulsos de casa, se não contarem com a solidariedade de amigos, correm o risco de viver na rua', disse.
A dirigente das Tangas Lésbicas critica o Estado por esses pais não serem penalizados ao tomarem esta atitude. 'Expulsar um filho de casa é um crime. E quantos são os pais que são penalizados por isso?', interroga. Sérgio Vitorino, porta-voz dos Panteras Rosa, adianta que 'este é também um problema de muitos rapazes, que por assumirem que são gays conhecem a rua como destino e vivem sem o apoio de ninguém, entregues à sua própria sorte'.
Solange F. sublinha que 'ninguém tem o direito de julgar seja quem for'. E, acrescenta, em entrevista ao semanário 'Expresso': 'Ainda assim, há muitas raparigas que conheço que foram expulsas de casa por dizerem que são homossexuais'. 'É de uma grande violência quando um pai perde o amor por um filho', diz.
No passado dia 6 de Março a Opus Gay foi convidada para um encontro na Assembleia da Républica, pelo jovem deputado do Bloco, José Soeiro, para de discutirem "discriminações legais e discriminações quotidianas profundas que marcam o dia a dia da população lgbt."
A Opus Gay apresentou-se com quatro pessoas,e levava um instrumento de trabalho que apresentou ao deputado.O diálogo durou, foi útil,e pode vir a repetir-se.Foi útil para mostrar que nao se deve enquistar no "discurso único"que alguns com tanta força querem impôr . Que há diversidade de pontos de vista . Os delegados da Opus Gay começaram por apresentar ao deputado casos concretos com nomes e locais onde se deram casos de homofobia/lesbofobia, a vários niveis.
Segu iram entregando-lhe um memorando que foi assinado pelos representantes presentes da associação,com as propostas que apresentaram e discutiram com abertura, com o deputado José Soeiro :
Memorando. ( 6. 03 . 08)
I .
Objectivos: Luta contra homofobia, exclusão social dos Gays Lésbicas Bissexuais, e Transsexuais ( este grupo que é de questões "de género "já mereceu atenção na ultima reunião com o BE, pelo que não se debruçaram sobre a temática). II
Propostas:
1) balcão pela cidadania;
a. Abrir nas “Loja do Cidadão” balcões onde os cidadãos possam exprimir queixas por incumprimento do artigo 13º da Constituição.
b. Página na Internet com o mesmo objectivo. Recepção de queixas e propostas de soluções.
c. Integração destas valências na CIG (Comissão Para a Igualdade de Género)
2) Criação de uma instituição/comissão que observe (observatório), relate, informe, recolha informação sobre as violações dos princípios consagrados no artigo 13º da CRP no que à orientação sexual diz respeito, e que poderá integrar a CIG de acordo com o espírito do II plano governamental para a Igualdade, que por ora se circunscreve à igualdade de género.
3) Aglutinar na CIG um observatório que reúna representantes da sociedade civil, que centralize informações relativas às violações do principio da Igualdade e Direitos Humanos.
4) Campanhas para a Educação para a Cidadania ou pela Diversidade.
5) Integrar nas autarquias e a nível institucional algumas destas valências relativas ao incumprimento do principio constitucional do artigo 13 º da CRP. (Como ja tem sido proposto antes, inclusivé quando foi da campanha para a CML do Prof Carrilho)
6) Uniões de Facto: Alargamento desta Lei proporcionando alternativa de "registo voluntário" para quem queira formalizar mais esta união. Alargamento da Lei ao instituto das sucessões e das pensões de reforma.
Ter em conta que mais de ¼ da população já vive em União de Facto. Consideramos que isto é uma forma de normalizar a aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este alargamento teria largo apoio na população.
7) Casamento: a discussão a travar é sobre o nome, ou os Direitos que este instituto encerra. Chame-se ou não, casamento.
8) Adopção: Separando-a do instituto do casamento há uma expectativa de que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos venha a estabelecer jurisprudência favorável à adopção entre casais do mesmo sexo.
Em Portugal as camadas jovens da população aceitam este instituto. Os mais “seniores” apresentam maiores resistências.
Fomos informados que algumas associações nao defendem o alargamento das Uniões de Facto com receio que se esvazie o casamento de sentido.Ou seja, nao querem o alargamento de direitos aos heteros ,nem aos homos, preferem portanto retirar-lhos , para os obrigar todos, a casar!Não percebem que esta forma de conjugalidade informal que hoje ja cobre todo o país, é uma forma de plataformizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo,habituando muito mais as pessoas a estas novas formas de conjugalidades. De facto, estes activstas parecem ignorar duas coisas: que será sempre muitissimo superior o numero das pessoas a viver em união de facto ,do que aquelas que optam pelo casamento.Segundo, que o casamento se legitima por si mesmo,como um direito, independentemente do número dos seus "clientes " , e que quem quer casar , casa mesmo, com ou sem, união de facto.
Parece-nos aquela posição um descoco, algo muito conservador, oportunista , e até muito eclesiástico.
A Igreja deve abençoar estes militantes, e entretanto, a população lgbt que sofra, e que fique à espera que as propostas destes activistas sejam exclusivamente, aprovadas, para mostrarem á sociedade quanto têm razão!
Diria que são burgueses iluminados, em vias de se tornarem "despotas iluminados" .
Entretanto, todos os outros que se lixem !
A.Serzedelo
(in Vidas Alternativas)
Data de 1971 a infeliz resolução do Primeiro Congresso Nacional de Educação e Cultura de Cuba onde se decretou que “os desvios homossexuais representam uma patologia anti-social, não admitindo de forma alguma suas manifestações, nem sua propagação, estabelecendo como medidas preventivas o afastamento de reconhecidos homossexuais artistas e intelectuais do convívio com a juventude, impedindo gays, lésbicas e travestis de representarem artisticamente Cuba em festivais no exterior.” Foram então estabelecidas penas severas para “depravados reincidentes e elementos anti-sociais incorrigíveis”.
Em 1959 ao tomar o poder em Cuba, Fidel declarou que “um homossexual não pode ser um revolucionário”. Em 1965 Fidel e Che Guevara criam as Unidades Militares de Ajuda à Produção, acampamentos de trabalho agrícola em regime militar, com cercas de 4 metros de arame farpado, onde os homossexuais e outros “marginais” realizavam trabalho forçado nos canaviais, com até 16 horas de trabalho forçado, em condições desumanas muito semelhantes aos campos de concentração nazistas. Inúmeros artistas e escritores homossexuais foram perseguidos nesta ocasião: Virgílio Piñera, Lezama Lima, Gallagas, Anton Arrulat, Ana Maria Simo, inclusive o poeta norte-americano Alien Ginsberg, expulso por ter divulgado que era rumor permanente em Cuba e no exterior, que o irmão de Fidel, Raul Castro, era homossexual enrustido. Outro jornalista gay a ser perseguido foi Allen Young, que de garoto propaganda da revolução cubana, tornou-se persona non grata ao denunciar a crueldade da homofobia nesta ilha. Este norte-americano esteve no Brasil e ficou célebre ao recusar cumprimentar o então presidente Castelo Branco.
Em 1980, segundo informes oficiais, 1700 “homossexuais incorrigíveis” de Cuba foram deportados para os Estados Unidos, embora organizações de direitos humanos calculem que ultrapassaram 10 mil gays e travestis expulsos de seu país. No início da crise da Aids, Cuba foi denunciada internacionalmente pela criação de rigorosas prisões para “sidosos”, (doentes de aids), em sua maior parte, homossexuais.
Segundo o Presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, “Fidel Castro tem um dívida histórica a ser resgatada com a humanidade: deve assumir que errou gravemente em tornar Cuba um inferno para os homossexuais e transexuais, causando muita dor, sofrimento, estigmatização e morte de milhares de amantes do mesmo sexo.”
Em recente entrevista ao jornal mexicano La Jornada, a própria sobrinha de Fidel Castro, Mariela Castro, sexóloga responsável pelo Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba (Cenesex), reconheceu que “a homofobia oficial desenvolvida pelo regime cubano nas últimas décadas foi um erro.” O premiado filme Morango e Chocolate , de Reinaldo Arenas, mostra realisticamente a crueldade deste “erro” capitaneado por El Comandante Fidel; Arenas, vítima desta repressão, suicidou-se em 1990 aos 47 anos.
Como parte desta denúncia, nos meados de março próximo, o Grupo Gay da Bahia realizará em Salvador uma exposição de fotos e depoimentos, documentando a homofobia em Cuba. Segundo o Prof. Luiz Mott, decano do Movimento Homossexual Brasileiro, “dispomos de duas dezenas de cartas de gays cubanos, recebidas nos últimos 30 anos, todos buscando avidamente um companheiro no Brasil para fugir do inferno que ainda hoje representa ser gay num país que não aprendeu a lição de Che Guevara: “Hay que endurecer, sem perder jamais a ternura”. Consta que o próprio Guevara, ao encontrar na Biblioteca da Embaixada Cubana em Argel, a obra Teatro Completo de Virgilio Piñera, homossexual assumido, jogou o livro na parede, dizendo: “como vocês têm na nossa embaixada o livro de um ‘pajaro maricon'!” o sinônimo cubano para veado.
'Opus gay' alerta: líder do Governo negligência segmento turístico poderoso
Data: 14-02-2008
A Madeira está a perder terreno na disputa pelo turismo 'gay'.
António Serzedelo - fundador da associação 'Opus Gay' - diz receber, com frequência, telefonemas de estrangeiros a denunciarem a existência na Madeira de um clima de intolerância contra a comunidade homossexual. "Recebo telefonemas da Alemanha, da França, da Inglaterra (...) de pessoas que fazem o elogio à beleza natural da ilha, mas criticam duramente a asfixia social", afirma António Serzedelo, cujas contas apontam para que a Região tenha recebido, em 2007, cerca de cem mil 'gays' e lésbicas. O porta-voz da associação que apoia anualmente cerca de 70 homossexuais alerta para as potencialidades do mercado 'gay', um segmento turístico que é considerado bastante representativo do ponto de vista económico.
António Serzedelo vai mais longe e acusa o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, de prejudicar a imagem da Madeira e de contribuir para a discriminação, ao adoptar "um discurso profundamente homofóbico e intolerante". Na Região, diz o representante da 'Opus Gay', os problemas da comunidade homossexual são agravados pela dimensão geográfica, que dificulta a saída do anonimato. "A barreira é tão grande que os heterossexuais que tomam posições acabam por ser discriminados e rotulados de homossexuais", denuncia António Serzedelo. Para a comunidade homossexual, a intolerância da sociedade portuguesa continua a justificar a luta constante contra o preconceito e pela aceitação da diversidade. A 'Opus Gay' cita uma publicação do Eurobarómetro, referente ao ano passado, para dar conta que 60% dos portugueses reconhecem existir preconceito contra os homossexuais. "O próprio Estado apresenta um discurso preconceituoso", critica António Serzedelo. Por detrás da intolerância, acredita o homossexual, está uma tradição cultural herdada do período da Inquisição e do domínio salazarista e que passa também pela aceitação da família tradicional e pela falta de educação escolar de base. "O amor entre os 'gays' não é proibido porque a lei não o permite, mas os hábitos sociais proíbem-no", refere. As represálias sociais são de tal dimensão, denuncia o representante da 'Opus Gay', que "as pessoas não conseguem exprimir de forma natural os sentimentos mais simples, como um beijo ou o dar a mão".
Mais grave são, para António Serzedelo, os dados que apontam a intolerância e a não aceitação da homossexualidade como a principal causa de suicídio entre os adolescentes portugueses. o que reivindicam os homossexuais portUgueses Casamento e adopção: o PS deixa antever que o dossier do casamento só deve ser discutido na Assembleia da República em 2009. Para a comunidade 'gay', a principal questão consiste em saber se o projecto tem base social para avançar.
A concretizar-se, abriria uma porta para a adopção. Famílias de acolhimento: a não inclusão dos casais homossexuais é considerada preconceituosa, na medida em que se permite o acolhimento a pessoas individuais sem especificação da orientação sexual. Acesso ao crédito: recentemente, a indemnização de um casal 'gay' foi considerada uma vitória sobre os bancos que ainda levantam objecções à contracção de empréstimos por pessoas do mesmo sexo.
Restaurantes e cafés 'gay friendly ' na Madeira: Café do Museu Praça do Município, Funchal Café Golden Gate Avenida Arriaga, Funchal Café Concerto Jardim Municipal, Funchal Bar Sun City Edifício Eden Mar, na Estrada Monumental Bar do Teatro Avenida Arriaga, Funchal Arquipélagos Restaurante Rua João de Deus, junto à Escola Francisco Franco Restaurant Red Lion Rua do Favila, Funchal Restaurante Le Jardin Rua D. Carlos I, na Zona Velha Restaurante O Rústico Caminho do Monte Viking Restaurant Rua da Alegria, Funchal.
Amores proibidos em Dia de Namorados Se as mãos se entrelaçarem vai ser por debaixo da mesa do restaurante, longe dos olhares que "apontam" e "magoam".
Manuel quer um dia dos namorados perfeito. Mas é 'gay' e, na Madeira, o amor homossexual vive-se pela metade: sem beijos nem abraços públicos. A mais básica expressão de afecto pode chocar uma sociedade maioritariamente intolerante ao amor entre pessoas do mesmo sexo. Hábitos sociais vincadamente católicos ou a defesa intransigente da família tradicional - as explicações variam, quando se trata de explicar o preconceito contra a comunidade homossexual. Difícil é aceitar. "Eu só quero ser feliz, como um heterossexual pode ser". Manuel namora há mais de dois anos com Charles. O casamento está na gaveta - tão estagnado quanto os projectos da esquerda para viabilizar a união homossexual. Se a legislação o permitisse, Manuel e Charles seriam os primeiros a trocar alianças na Madeira. Resta o sonho de partilharem a mesma casa, a breve prazo, num País em que até o acesso ao crédito é dificultado a quem tem uma orientação sexual distinta da maioria. Ser feliz, assim, só não é difícil quando se encontra um companheiro para a vida. "Só não quero que julguem o meu amor", pede Manuel. Sofrer pela calada No dia de São Valentim, o que não vai ficar em casa, escondido junto ao ramo de flores cuidadosamente seleccionado, é o romantismo. Manuel preparou tudo ao pormenor: o restaurante que vai surpreender Charles e um amanhecer a dois, um hábito que não é tão frequente quanto desejaria. Para trás ficam anos de sofrimento. Fica o medo de ser 'gozado' no trabalho e os constrangimentos que, ainda hoje, o impedem de se assumir perante a sociedade. "Os meus amigos foram os primeiros a saber que era homossexual", declara. Em 2002, fruto do acaso, a família descobriu a sua orientação sexual. Foram semanas de desgosto que coincidiram com o fim de um relacionamento de nove anos e com o despertar de um sentimento de intensa revolta. "Senti-me impotente face a mentalidades tão mesquinhas", recorda Manuel. A paz chegou com o tempo, a aceitação da família e com o novo namorado que o madeirense conheceu pela Internet. "Encontramo-nos todos os dias e somos iguais a todos os namorados", conta alegremente. Manuel teve sorte. Não é fácil, constata, encontrar um amor 'gay' e verdadeiro na Madeira. A intolerância, acredita o homossexual, propicia relações instáveis, vidas duplas e muito sofrimento. Aos 30 anos, Manuel está longe disso. Tem uma relação estável e até já ponderou viajar para Londres para contrair casamento com Charles. Nem sempre foi assim. Quando experimentou os primeiros impulsos sexuais, sentiu-se "estranho" e "desorientado". A influência religiosa e o facto de viver numa ilha pequena, onde todos se conhecem, não ajudaram o homossexual que continua a não se sentir "à-vontade" para partilhar afectos íntimos. Emigrar para a liberdade Raul saiu da Madeira. Se ficasse na ilha, a sua história poderia ter muito semelhante à de Manuel.
Sete Países do Mundo ainda executam á morte pessoas por actos homossexuais
Os Países são:
Irão
Mauritania
Arabia Saudita
Sudão
Emirados Árabes Unidos
Yemen
Nigeria
(Na Nigéria a pena de morte aplica-se em 12 provincias do Norte daquele País).
O Conselho da Europa é a unica região do Globo onde realmente a pena de morte não existe. já que todos os seus membros aboliram a pena de morte ou instituiram uma moratória nas execuções. A Bielorrussia (Fora da União Europeia) é o único País que continua a ter a pena de morte nas suas leis. A pena de morte ainda continua vigente naquelas partes do Globo que é aplicada a pessoas adultas do mesmo sexo que pratiquem actos sexuais.
Philipp Braun, Co-secretario General de ILGA, disse:
: "El valor y la dignidad de cada ser humano es el centro de la filosofía de los derechos humanos universales. Cada persona es única y acreedora de los derechos más preciosos garantizados por el Artículo 3 de la Declaración Universal de Derechos Humanos, el derecho a la vida. La sola existencia de la pena de muerte, es una contradicción directa a estos principios y disminuye completamente la dignidad y el valor del ser humano. La sentencia de personas a la muerte por amor y/o afecto, enfocada a personas del mismo sexo, es todavía más bárbara y draconiana. ILGA hace un llamado a los siete países que matan personas simplemente por enamorarse de personas del mismo sexo, que, inmediatamente revisen sus leyes y procedan a abolir la pena de muerte por actos consensuados entre adultos del mismo sexo".
O jovem da Oficina de S. José que, com a alegada colaboração de mais 13 adolescentes, terá sido responsável por agressões violentas à transexual Gisberta em 2006 começou a ser julgado no Dia 8 de fevereiro no Tribunal de S. João Novo, no Porto, mas não quis prestar declarações. Vítor Santos, agora com 18 anos, é acusado de três crimes de ofensa à integridade física qualificada e de um crime de omissão de auxílio.
Todos os antigos colegas testemunharam no julgamento a favor de Vítor. Confirmam o facto do rapaz ter estado no local onde a transexual vivia mas que nunca agrediu Gisberta. "Às vezes até separava, dizia para não baterem mais", garantiu um dos menores. A advogada de defesa do arguido diz que "não há qualquer concertação prévia para estes depoimentos" e acredita que os jovens foram a tribunal "dizer a verdade".
Já quanto ao crime de negação de auxílio à vítima "mostra-se mais complicado" refutar a acusação.
Vítor Santos viu Gisberta ser agredida, em agonia e nada fez para que o desfecho não tenha sido a morte.
Os factos remontam a Fevereiro de 2006. Os 14 jovens, a maior parte internos da Oficina de S. José, tinham por hábito, depois de terminadas as aulas numa escola secundária da zona da Avenida Fernão Magalhães, parar e entrar num prédio inacabado do Campo 24 de Agosto onde, numa cave, Gisberta Salce Júnior, de 46 anos, transexual natural de Casa Verde, em S. Paulo, no Brasil, mas que com a saúde debilitada, ali vivia como sem abrigo. As visitas começaram por curiosidade.
"Diziam que havia lá um travesti e eu nunca tinha visto um", contou ontem Rodolfo, agora com 16 anos, ao juiz. De uma das vezes Flávio atirou uma pedra à cabeça de Gisberta que caiu. Ao levantar-se, David rasteirou-a e atirou-a de novo ao chão. Noutra ocasião, também David pegou num barrote de madeira e deixou-o cair sobre a transexual. Vítor esteve presente em todas estas situações mas, segundo os amigos, manteve-se afastado, "pedindo para pararem de bater".
Tanto o juiz presidente do colectivo, João Grilo, como a procuradora do Ministério Público, acharam estranho a "memória selectiva" das testemunhas. De pormenores importantes não se lembravam mas respondiam de "rajada" para ilibar o arguido. Os ferimentos causados pelas agressões não foram a causa directa da morte. Isso mesmo foi explicado pelo médico legista Agostinho Santos que autopsiou o corpo de Gisberta. "Todos os dados que dispomos apontam para que a vítima tenha morrido por afogamento", afirmou ontem ao tribunal. Foi o culminar das visitas dos 14 rapazes que lançaram a transexual para um poço do edifício. Vítor Santos não estava nesse dia no local daí não responder por ofensa à integridade física, agravada pelo resultado, e ocultação de cadáver.|
Vítor agrediu Gisberta com paus e pontapés e incentivou mesmo os menores a baixarem as calças à transexual para ver se “era homem ou mulher”. “Queria divertir-se à custa do sofrimento alheio”, explica o magistrado do Ministério Público, que recorda ser Gisberta uma sem-abrigo que vivia em condições sub-humanas, pernoitando numa garagem abandonada no centro da cidade. Os restantes menores que acompanhavam Vítor ao prédio têm uma versão diferente. Dizem que este não batia em Gisberta e até pedia para que eles parassem. “Chegou a tirar alguns paus para evitar que espancassem”, disse um dos miúdos, admitindo que, embora soubesse o que o grupo ia fazer à garagem, também os acompanhava. Um depoimento coincidente com o do próprio Vítor, que quando prestou declarações, em Maio de 2006, disse nunca ter agredido Gisberta. Mas assumiu ter assistido às mesmas agressões, sem que nada tivesse feito para as travar.
UM TESTEMUNHO DIFERENTE: Só um dos seis rapazes ouvidos no inquérito tem uma versão diferente. Diz que Vítor incentivava os outros a baterem em Gisberta e que até dava o exemplo, agredindo-o com paus e dando pontapés no estômago e cabeça da vítima. O mesmo jovem começou por referir que assistia às agressões juntamente com Vítor, para mais adiante assegurar que o arguido se ria enquanto as agressões continuavam. Esse depoimento foi considerado fundamental e serve para contrariar a tese do arguido, que continua a aguardar o julgamento em liberdade, apenas com termo de identidade e residência. Vítor Silva esteve em prisão preventiva durante três meses, tendo depois sido libertado pela Relação do Porto. No início do processo foi indiciado por homicídio qualificado, mas o Ministério Público acabou por defender não ter havido intenção de matar. O mesmo já havia acontecido no julgamento dos menores, embora Gisberta tivesse sido lançada ainda com vida ao poço.
INDEMNIZAÇÃO RECUSADA: Gisberta vivia sozinha no Porto. Já havia sido uma transexual cobiçada, mas na altura da morte (Fevereiro de 2005) vivia numa garagem abandonada e era frequentemente espancada pelos rapazes das Oficinas de São José que se divertiam a humilhá-la. Toxicodependente e em grau de degradação avançada, não tinha a quem pedir ajuda.
Nem sequer aos familiares, que moravam no Brasil e desconheciam o estado em que se encontrava. Depois da sua morte, Angelina Salce, mãe da vítima, anunciou que iria pedir uma indemnização aos autores do crime. E também a Vítor Silva, o único dos jovens que já podia ser julgado, requerendo uma verba nunca inferior a 100 mil euros. Em causa estavam danos morais e patrimoniais, mas o pedido de indemnização nem sequer foi apreciado pelo juiz, visto que terá sido apresentado fora de prazo.
SAIBA MAIS: 25 anos de cadeia seria a pena em que os suspeitos incorriam caso fosse validada a tese de homicídio qualificado. A mesma, no entanto, não foi sustentada na acusação. 90 dias de internamento foram algumas das penas aplicadas aos menores julgados pela morte da transexual. Algumas das penas não foram cumpridas na íntegra, pois os menores fizerem entretanto 16 anos.
INTERNAMENTO: Os menores julgados pela morte de Gisberta foram condenados a penas de internamento em regime semiaberto.
ACUSOU CÂMARA: O advogado que defendia um dos menores moveu um processo à Câmara do Porto por o local se encontrar abandonado.
VIOLÊNCIA: A violência do crime chocou o País. Os menores, que estavam todos institucionalizados, demonstraram um elevado grau de homofobia. Várias associações de apoio a homossexuais falaram numa intolerância nacional perante opções sexuais alternativas.
In CM
Recolha de assinaturas contra a pena de morte e a tortura na China.
Vamos mostrar ao Governo Chinês como o nosso País Luta contra a violação dos Direitos Humanos !
Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Vamos mostrar ao Governo Chinês como se joga !
Código penal mais justo
O novo código Penal em vigor desde 15 de Setembro faz cessar injustiças no que diz respeito à orientação sexual nos campos da violência doméstica, crimes contra liberdade sexual e crimes de ódio. Na definição de violência doméstica, a lei explicita que ocorre entre quem vive em situação análoga à dos cônjuges seja com pessoa de sexo diferente ou igual. Isto significa que casais de homossexuais estão em par de igualdade com os casais heterossexuais e podem apresentar queixa contra um agressor no âmbito do flagelo da violência doméstica.
Na penalização dos actos sexuais com adolescentes, foi revogada a disposição penal que diferenciava actos homossexuais dos heterossexuais, prevalecendo a ideia que abuso é abuso, independentemente do carácter homo ou heterossexual. Assim, a tipificação deste crime penaliza o agente que sendo maior de 18 anos praticar sobre menor de 16 actos sexuais abusando da inexperiência da vitima.
O crime de ódio contra alguém em virtude da orientação sexual, ficou também previsto no novo Código Penal, sendo bastante para transformar homicídio em homicídio qualificado punido até 25 anos de prisão.
Comentário:
Mais um passo decisivo , realizado de modo discreto, relativamente à integração desta minoria sexual sempre tão discriminada entre nós. Parabéns, ao Partido Socialista e ao Governo por ter tomado mais esta iniciativa hà muito reivindicada pelo movimento associativo, e, particularmente por uma associação que foi das primeiras a levantar o problema da discriminação etária por preconceito , relativamente ao abuso sexual.Já havia de resto, decisoes dos tribunais nesse sentido.Esperemos agora, que com a mesma oportunidade, a questao do casamento entre pessoas do mesmo sexo venha a ser integrado na lei, tal como tambem tem vindo a reivindicar todo o movimento lgbt (lesbicas, gays, bissexuais,e transsexuais)
A Opus Gay saúda todas as associações particularmente as que mais trabalharam para o assunto.
Opus Gay
Necessita de Apoio Psicológico ? . .
Todos temos os nosso dias bons e menos bons...Sabemos que a descoberta de sentimentos, o lidar com as nossas sensibilidades nem sempre é fácil ...Principalmente quando descobrimos que somos uma minoria entre muitos iguais...
Se necessita de Apoio psicológico a Opus Gay coloca á sua disposição um Grupo de Apoio pelo Dr. José António Machado Teixeira e Fernando Mesquita - Psicólogos, Psicoterapeuta - Telemovel: 934579934 - Fixo 214560702
( Caso pretenda uma Consulta particular ligue para os telefones acima referidos)
Fernando Eduardo Barreto Mesquita- Psicologia e Sexologia Clínica - Tel: 969091221
Policlínica do Areeiro - Av. Guerra Junqueiro N.º 15 - 2º Esq. - Tel: 218439319
Entretanto ... Já começaram os Grupos de Apoio Psicológico com alguns utentes.
A Terapia de Grupo funciona na 1ª 2ª feira de cada mês.
Se necessita de ajuda, Contacte os nossos Psicólogos.
O Psicólogo Dr. José Antunes apresentou-nos há dias a sua demissão, tal como já vinha dizendo há algum tempo atrás ('2006). Não podemos deixar de agradecer a sua prestimosa colaboração práticamente desde o inicio da actividade deste Grupo de Apoio, e a sua disponibilidade para atender permanentemente quem o solicitava. Também não podemos deixar de valorizar as suas intervenções muito calorosas no programa de Rádio 'Vidas Alternativas' igualmente desde os seus primórdios. Para ele vai o nosso agradecimento e a nossa gratidão. Bem haja !
A Direcção.
" Estamos a construir sociedades ditas democráticas que o não são, porque esquecem os Direitos Humanos. No há democracia verdadeira, democracia economica, Portugal Europeu, nem Europa Social, nem sociedades a caminho do socialismo , se não tiver como preocupação central o respeito integral pelos direitos humanos e a luta contra a exclusão social . " ( Antonio Serzedelo)
Debate na TVI, Programa da tarde de Julia Pinheiro sobre Homoparentalidade. Com João Mouta,uma Representante do Clube Safo e António Serzedelo, entre outras individualidades.
Nova lei de imigração ja entrou em vigor.
A nova Lei da Imigração, que define as condições e procedimentos de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, bem como o estatuto de residente de longa duração, entra hoje em vigor
Porém, o documento aprovado no Parlamento em Maio, com os votos favoráveis do PS e do PSD, e publicado em Diário de República em 04 de Junho, tem ainda de ser regulamentado, o que já motivou críticas por parte das associações que representam as comunidades imigrantes, que consideram que a lei não esclarece quais as pessoas em situação ilegal que podem regularizar a sua permanência em Portugal. Entre as medidas previstas na nova Lei de Imigração encontra-se a atribuição de um visto de residência temporário aos estrangeiros que possuam qualificações adequadas à bolsa de emprego anualmente fixada, assim como aos menores nascidos em Portugal que frequentem o ensino pré-escolar, básico e secundário e aos seus pais.
O combate à burocracia nos procedimentos administrativos e na atribuição dos títulos; a criação de um novo regime de vistos para a imigração temporária e autorizações de residência para quadros qualificados são outras das novas medidas previstas na Lei. Entre as principais alterações figuram ainda a criação de um único título para todos aqueles que residem legalmente em Portugal, um aumento das coimas às entidades patronais que contratem imigrantes ilegais, a criminalização dos casamentos por conveniência e a criação de um regime mais adequado para combater o tráfico de seres humanos e imigração ilegal. Representantes das associações de imigrantes consideram que a nova Lei da Imigração «não é clara e aumenta o poder discricionário do SEF», embora contemple aspectos positivos, como o combate à burocracia e a legalização dos menores que estudam.
Manifesto pela Igualdade de Oportunidades para Todos
Realizou-se no dia 19 de Julho, pelas 15 horas, na sede da CGTP-IN, em Lisboa, a assinatura e apresentação pública do Manifesto Pela Igualdade de Oportunidades para Todos e Todas, com a presença do Secretário Geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva. A Opus Gay foi convidada a subscrever este documento, o que imediatamente aceitou, estando presente neste evento.
Campanha virtual pede aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia
Quase todos os dias os jornais trazem notícias de pessoas que foram agredidas ou mortas em razão de sua sexualidade. Pesquisas realizadas na Paradas GLBT mostram que três em cada cinco gays, lésbicas, bissexuais, travestis ou transexuais já sofreram algum tipo de agressão em função de sua sexualidade. Esse tipo de intolerância à diferença é chamada de homofobia. O Projeto de Lei que criminaliza a homofobia em todo o território nacional, poderia ter sido aprovado pelo Senado no dia 16/03, mas foi retirado de pauta "para ser discutido" após pressões de setores conservadores. Uma comissão foi aberta, durante 15 dias, para estudar o caso. Por isso, peço sua ajuda para pressionar o Senado pela aprovação dese projeto. A equipe da Campanha GLBT criou uma maneira de facilitar para facilitar a manifestação dos cidadãos em favor da aprovação. Para enviar um email aos Senadores e Senadoras reafirmando o quanto é importante a aprovação deste projeto você só precisa ir até a página da Campanha, ler atentamente o texto em apoio à aprovação do projeto e, caso concorde, preencher com seu e-mail e nome verdadeiros e clicar em ENVIAR. Participe e divulgue!
A Associação Sindical de Juízes considera que não
pode haver crime de violência doméstica quando o casal é composto
por duas pessoas do mesmo sexo. Por duas razões: por não existir "um
caldo sociológico" de "relação de superioridade
física do agente em relação à vítima" nesses casos e porque
assim se antecipa a "tutela penal à tutela civil" deste tipo de relacionamento. E conclui:
"A protecção da família enquanto composta por cônjuges
do mesmo sexo tem um notório - e apenas esse - valor de bandeira ideológica,
uma função, por assim dizer, promocional."
Trata-se de "fazer entrar pela janela aquilo que não entrou pela porta". É assim que Pedro Albergaria, um dos dois autores
do
parecer, sintetiza o que pensa da inclusão dos casais do mesmo sexo nas situações em que se pode verificar o crime de violência
doméstica. Para este juiz, não estando previsto no Código
Civil o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não se pode estabelecer no Código Penal que a violência entre um casal homossexual constitui
um crime específico dos relacionamentos conjugais ou para-conjugais.
Além disso, Albergaria considera que "não está
minimamente demonstrado que essas situações existem - o legislador deve
legislar
sobre o que geralmente acontece, não sobre o que pode acontecer ".
"São lutas de todos nós"
Parece haver, pois, duas ordens de razões no parecer assinado por Pedro Albergaria e Mouraz Lopes: as ideológicas e as empíricas.
Em relação às duas Rui Pereira, coordenador da Unidade
de Missão para a Reforma do Código Penal, apresenta a sua total
discordância. "Há pessoas do mesmo sexo a viver em união
de facto, situação que a lei já prevê, portanto o argumento
da 'antecipação'
apresentado não está tecnicamente correcto. Se há violência
nessa relação, a tutela jurídica não pode fechar os
olhos. Além disso, o
crime em causa envolve violência física e psíquica,
e não é necessariamente o mais forte fisicamente que maltrata o outro.
Aliás, por esse ponto de vista nenhum homem poderia apresentar queixa por levar pancada de outro homem em qualquer circunstância, ou uma mulher por ser agredida por outra mulher."
Certificando que "foram preocupações da revisão
do Código Penal a consagração da igualdade na prática, no que
respeita à
orientação sexual, de acordo com a norma constitucional"
Rui Pereira refuta a imputação de intuitos "promocionais": "As
lutas contra
discriminações são lutas de todos nós. Não
é conversa retórica nem bandeira ideológica nenhuma. A igualdade é um valor jurídico
em que todos nos reconhecemos como seres humanos."
Parecer "pode ser redutor"
Pedro Albergaria admite não ter pensado, quando redigiu o parecer, "na situação dos heterossexuais em uniões
de facto", já que
ao instituir o casamento civil como referência nesta matéria
e ao excluir os casais do mesmo sexo em união de facto da tipificação
do
crime de violência doméstica teria então, de fazer uma
de duas coisas: ou excluir também os de sexo diferente nas mesmas condições ou fundamentar a discriminação dos homossexuais, proibida
pela Constituição e não prevista na lei da união
de facto.
Por outro lado, o juiz reconhece que assentar a sua posição
no argumento da necessidade de existência de uma relação
de superioridade física "pode ser redutor". Mas, insiste,
"numa situação de confronto físico é importante e
quase todos os casos que
chegam aos tribunais têm a ver com essa desigualdade". Certo é que o crime previsto no artigo 152º da novo Código Penal inclui entre as potenciais vítimas do crime, para além
de cônjuge e ex-cônjuge e "pessoa de outro ou do mesmo sexo
com quem o agente mantenha ou tenha mantido uma relação análoga
à dos cônjuges, ainda que sem coabitação", também "progenitor
ou descendente" e menores ou pessoas particularmente indefesas que coabitem com o agressor. Sem referência a diferença de sexos e incluindo o ascendente económico
In Diário Notícias de 20 de Dezembro de 2006
Acção Social
Foi Louis-Georges Tin, director do Dictionnaire de l'homophobie (Presses Universitaires de France, 2003), que promoveu a criação de um Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia.
A Opus Gay associa-se a criação de um Dia Mundial Contra a Homofobia, para que haja um reconhecimento internacional da população Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero. Este Dia tem por objectivos: articular acção e reflexão para combater todas as formas de violência física, moral ou simbólica ligadas à orientação sexual ou à identidade de género; suscitar, apoiar e coordenar todas as iniciativas que contribuam para a igualdade entre os cidadãos nesta matéria, de jure, mas também de facto, em todos os países que acolham esta acção. A organização de um dia de luta contra a homofobia em cada país permitirá por sua vez inscrever as nossas lutas numa campanha de solidariedade com todas as pessoas LGBT do mundo inteiro. Mas também se trata de inscrever as nossas lutas numa iniciativa mais global de defesa dos Direitos Humanos. Há muitas décadas que, pelo mundo inteiro, se procura empreender acções neste sentido. É nesta linha que nos situamos: pretendemos reforçar as experiências estabelecidas, dar mais visibilidade às tentativas futuras e apelamos às instâncias internacionais a que inscrevam este Dia na sua agenda oficial, a exemplo do Dia Mundial da Mulher ou do Dia Mundial de Luta Contra a Sida. O reconhecimento deste Dia representaria um claro empenho da comunidade internacional - uma comunidade que se tem já mobilizado contra várias formas de discriminação e de violência social, mas que ainda não se pronunciou contra a homofobia.
O grupo terapêutico de auto-ajuda promove a construção da identidade sexual e da identidade de género através da partilha de experiências de vida e percursos pessoais, reconhecimento de características, semelhanças e diferenças permitindo a cada um o quebrar de sentimentos de isolamento libertando-se da aprovação e da reprovação social e afectiva. O grupo na sua interacção promove sentimentos de pertença e sedimenta a identidade e auto-estima proporcionado a auto-realização através da consciência de si e da auto-aceitação dos seus conflitos e projectos pessoais.
Todos temos os nosso dias bons e menos bons...Sabemos que a descoberta de sentimentos, o lidar com as nossas sensibilidades nem sempre é fácil ...Principalmente quando descobrimos que somos uma minoria entre muitos iguais...
Não é vergonha pedir ajuda nem é humilhante partilhar experiências. Por vezes é difícil não saber resolver os nossos problemas, lidar com os nossos sentimentos...
Temos técnicos credenciados disponíveis para dar apoio e acompanhamento gratuito. Qualquer problema de orientação sexual, relacionamento, abordagem da família e amigos. Conta connosco!
Este convite estende-se a familiares e amigos que desejem saber lidar com situações de orientação sexual. Não tenha receio venha conhecer-nos e ver como podemos ajudar. Se estás interessado em participar e partilhar e tua experiência contacta-nos.
Contacta-nos com indicação do primeiro nome, data de nascimento, telefone de contacto e e-mail.
Valter Filipe - Presidente da Opus Gay
Podendo ser ouvindo
online em qualquer parte do mundo.O V.A continua a ter a duraçao
de 1 hora, e terá uma abertura maior relativamente aos
seus conteudos, para interessar a um publico mais vasto,e particularmente
jovem.
Recordamos que o programa foi inaugurado no dia 1º de Janeiro
de 2000, na rádio Voxx, onde esteve quatro anos, tendo
no ano 2005 ,estado sediado na Rádio Seixal até
Agosto.- www.vidasaltenativas.eu
Programação
O programa "Vidas Alternativas" 3ª Série, agora remodelado, com novas aberturas à sociedade,para melhor enquandramento das lutas sociais, pela Igualdade,e pelo Direito à diferença , continuando a ser feito na sede da Opus Gay , tem agora novas rubricas,como da Associaçao Republica e Laicidade,Mulheres contra a Violência,Movimento Liberal Social, ACED,Panteras Rosa ,Àfrica e outras, passa agorans seguintes estações :
Todas as segundas-feiras, pelas 20 horas,às quartas ao meio dia, na Rádio Zero - do IST on line, e onde se pode fazer download tambem .
Rádio Guadiana às 4ªfeiras das 22h às 23h (fica também online no site da Rádio Guadiana.
Rádio Hertz,de Tomar,passa aos Sabados das 18h às 19h, em Fm 98 MHV, e online
Rádio da Universidade de Coimbra nas noites de 6ªf para Sab. às 3h da manhã.
R.U.M. sempre aos Dom entre as 10 e as 11 h da manha .